28.5.12
Quis custodiet ipsos custodes?
Quem nos guardará dos guardiões?
Há muitos séculos atrás, Juvenal, um poeta romano, questionava “quem nos guardará dos guardiões?”. Sintetizando um dos maiores problemas da democracia, já antes comentado por Sócrates, nos escritos de Platão, Juvenal colocava assim nas suas “Sátiras” sobre a fiscalização dos governantes há já mais de dois mil anos.
E quando os guardiões sãos secretos? Quem nos guarda das secretas, do SIS e de outras coisas que, sendo ainda mais secretas, apenas desconfiamos que possam ser ainda mais perigosas para as nossas vidas?
Em resumo e para quem não ande atento: este Portugal de pacotilha tem uns serviços secretos (o SIS, para além de outros) que estava (ou ainda está?) nas mãos do seu ex-chefe e que os utilizava para arranjinhos pessoais e outras coisas que tais. À conta de informação recolhida ilegalmente por esses serviços sobre cidadãos e empresas, o tal senhor arranjou um empregão, daqueles como na canção, “bom, bom, bom, bom!”, numa empresa privada, claro!
E veio-se a desconfiar que o tal ex-chefe dos espiões passava informação aos actuais patrões e se calhar a membros do governo e etc. e tal.
Eu não fico zangado de termos uns escandalozinhos sobre serviços secretos. Até parece que isso é característico de um país a sério, daqueles importantes (EUA, Rússia, Reino Unido, etc.). Não me chateia nada que andem a fazer relatórios sobre o Pinto Balsemão e sobre outros que tais, que têm obrigação de não serem ingénuos ao ponto de não saber que “quem semeia ventos, colhe tempestades”…
O que eu quero saber é se tenho que comprar um cão para me proteger do Ministro Relvas e já agora, a que horas fecham definitivamente aquela porcaria dos Serviços de Informação de Segurança (SIS), que afinal não é nada de Segurança e que não é mais do que um quintalzeco cheio de lixo onde os bichos andam, à socapa, a “pular a cerca”…
Quero saber a que horas o Sr. Ministro vem à televisão dizer que já correu com aquela cambada toda.
25.4.12
25 de Abril "down under": ANZAC Day

Down under[1], no dia 25 de Abril também é feriado nacional. E, tal como o 25 de Abril em Portugal, o feriado nacional Australiano é relacionado com as forças armadas...
Quando a primeira guerra mundial começou em 1914, a federação australiana tinha sido formada apenas há apenas 13 anos (a Comunidade da Austrália foi declarada em 1 de Janeiro de 1901). E quando os corpos do exército da Austrália e Nova Zelândia, sobre um comando único, se juntaram às hostilidades, essa foi a primeira acção militar da nova nação.
ANZAC (Australian and New Zealand Army Corps) era o nome que dessa força militar, e o Dia dos ANZAC (ANZAC Day), é hoje o feriado nacional australiano de maior significado, que comemora o aniversário do primeiro dia de acção dessas forças, que em 25 de Abril de 1915 desembarcaram em Gallipoli, no lugar que é hoje oficialmente chamado Enseada do ANZAC (ANZAC Cove), com o objectivo final de capturar Constantinopla, capital do Império Otomano, aliado da Alemanha.Mas esse objectivo militar nunca chegou a ser alcançado, tendo o desembarque encontrado resistência feroz dos turcos, em batalhas que duraram até ao fim de 1915 com enormes baixas de ambos os lados, incluindo cerca de 8.000 Australianos. As baixas Australianas durante a Primeira Guerra Mundial chegaram às 61.520.
Os soldados dessa força militar depressa ficaram a ser conhecidos como "ANZACS", um nome que desde então passou a ser usado com orgulho pelos exércitos da Australia e da Nova Zelândia.
"Lest we Forget"
[1] - "Down Under" é uma forma coloquial de referencia à Austrália (ou ao conjunto da Austrália e Nova Zelândia). O facto que os Australianos, regularmente e com orgulho, usam este termo quando se referem a sua terra, é mais um atestado ao seu sentido de humor acerca da sua posição no mundo.
[1] - "Down Under" é uma forma coloquial de referencia à Austrália (ou ao conjunto da Austrália e Nova Zelândia). O facto que os Australianos, regularmente e com orgulho, usam este termo quando se referem a sua terra, é mais um atestado ao seu sentido de humor acerca da sua posição no mundo.
10.4.12
The Mystery of the Mahogany Ship
O Mistério do Navio de Mogno
Em Janeiro de 1836, um grupo de três baleeiros de Port Fairy, andavam à procura de focas perto da foz do rio Hopkins, no sitio onde a cidade de Warrnambool viria a ser estabelecida cerca de 20 anos mais tarde, quando o pequeno barco que usavam foi virado por uma onda forte, levando ao afogamento de um dos homens.
Durante a viagem de volta para Port Fairy, andando junto à costa por entre as dunas de areia, os dois sobreviventes descobriram um barco destruido, meio enterrado na areia.
A descoberta foi comunicada ao Capitão John Mills, comandante da estação de caçadores de baleias de Port Fairy. John Mills mais tarde visitou os destroços do barco, que descreveu que teria sido construído com uma madeira dura e escura - como mogno (mahogany).
Durante as décadas seguintes, certamente devido ao crescimento da população da região, cerca de 40 outros documentos baseados em descrições de diversas testemunhas oculares parecem confirmar a descoberta.
Num dos mais credíveis, o Capitão John Mason de Port Fairy escreveu numa carta para o journal "Melbourne Argus":
![]() |
| a Mahogany Caravel |
"Cavalgando ao longo da praia, vindo de Port Fairy to Warrnambool no verão de 1846, a minha atenção foi atraída para a quilha de um navio enterrada na zona alta e seca das dunas, acima do alcance de qualquer maré. Parecia ter sido de um navio de cerca de 100 "tons" de carga, e pela aparência deslavada e descolorada pelo tempo, deve ter lá estado hà muitos anos…"
Mas desde os meados do século 19, varias tentativas para localizar os restos do barco não deram resultado, e o mistério do "Mahogany Ship" nasceu. Provavelmente com o passar dos anos o barco foi completamente enterrado pelas dunas de areia.
Alguns historiadores acreditam que a barco é uma nau ou caravela Portuguesa, possivelmente uma caravela que desapareceu em 1522 quando sobre o comando de Cristóvão de Mendonça, um dos descobridores Portugueses muito activo na Asia do Sul. Confirmação da existência do "Mahogany Ship" e da sua origem Portuguesa poderia alterar completamente a historia Australiana. Outros acreditam que o "Mahogany Ship" não é mais que uma legenda.
| Replica do "Mahogany Ship", a ser construida em Warrnambool |
Incontáveis horas de pesquisa, por amadores e profissionais, tem sido investidas em tentar resolver o mistério, com o Governo do estado de Victoria oferecendo um prémio de A$250.000 como recompensa para quem provar a existência do barco. Até há quem construa uma réplica.
Claro que a comunidade Portuguesa na Austrália não precisa de mais provas. De dois em dois anos Warrnambool hasteia a Bandeira das Quinas durante um fim de semana de Outono, e os hotéis da região ficam cheios com Portugueses vindos de toda a Austrália para participar no Festival Cultural Português de Warrnambool.
6.4.12
A HISTÓRIA REPETE-SE?
"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal."Não! Peço desculpa mas o texto acima citado não é de Pacheco Pereira ou de Medina Carreira e não diz respeito à nossa situação actual. Esta pérola foi escrita em 1872 por Eça de Queiróz, nas Farpas.
O Mundo dá muitas voltas mas vai sempre parar ao mesmo sítio...
SOARES A 200 km/hora.
Passo a citar: "O veículo que transportava Mário Soares, ontem pela A8, foi apanhado em excesso de velocidade pela GNR, que captou 199 km/hora. O ex-Presidente era conduzido pelo motorista, mas, segundo o "Correio da Manhã", a viatura está em nome da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças. Fonte da GNR, citada pelo "CM", acrescentou que perante a opção de pagar logo a multa, de 300 euros, ou o condutor ficar com a carta apreendida, Mário Soares terá declarado "o Estado é que vai pagar a multa". A carta ficou apreendida.
O "CM" diz ter tentado reacção de Mário Soares, mas não conseguiu."
fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=549269
E o Sol tem mais informações: "Apesar de Mário Soares ter dito à GNR que o Estado pagaria a multa de 300 euros depois de o carro em que seguia ser apanhado ontem a 199 km/hora na A8, as regalias de ex-presidente não incluem pagamento de coimas, apenas o carro oficial com motorista e combustível.
A notícia foi largamente difundida e não passaria de uma quadrilhice se não se tratasse de um ex-presidente da república que se arvora em Senador da Nação. Eu nem queria acreditar que fosse verdade! Não fazia sentido. Não tinha lógica. Soares nunca diria uma coisa destas! Ou diria? Quem se lembra “daquela cena”? cito novamente, desta vez o nosso colega bloguista O Elucubrativo
“Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.”
Subscrevo e transcrevo porque não consigo dizer melhor.
Portanto… se calhar… se calhar Mário Soares até disse aquilo sobre a multa! Afinal de contas já não foi a primeira vez que tratou mal um militar da GNR em plenas funções profissionais. Se calhar Soares tem uma visão unilateral da democracia em que as regras do código da estrada são para “os outros”, essa espécie de ralé que só é precisa para produzir votos e, de preferência, votos naquilo em que Sua Excelência quer que a gente vote…
Portanto e afinal, acho que Soares teve mesmo aquela atitude! Tenho quase a certeza. Do que não estou certo é da reacção a esta história: Soares vai pedir desculpa ao país? Será que pagou mesmo a multa? Podemos ver o comprovativo do pagamento? O que vão dizer os comentadores e políticos e jornalistas e… Será esta mais uma história esquecida? E o que vai acontecer na próxima vez em que Soares seja apanhado em excesso de velocidade?
Tenha vergonha, Dr. Soares. Dê o exemplo que é para isso que lhe pagam. E lhe dão carro e motorista do estado.
O "CM" diz ter tentado reacção de Mário Soares, mas não conseguiu."
fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=549269
E o Sol tem mais informações: "Apesar de Mário Soares ter dito à GNR que o Estado pagaria a multa de 300 euros depois de o carro em que seguia ser apanhado ontem a 199 km/hora na A8, as regalias de ex-presidente não incluem pagamento de coimas, apenas o carro oficial com motorista e combustível.
Mário Soares explicou, segundo o Diário de
Notícias, que já pagou a multa e que viajava atrasado para um encontro na
Universidade Católica do Porto às 17h sobre «Portugal, a Crise e a Importância
da CPLP».
O DN escreve que o ex-presidente terá baralhado as
suas regalias, «talvez por estar apressado».
O Correio da Manhã avançou ontem que os radares da
GNR de Leiria apanharam o carro onde seguia Mário Soares, conduzido pelo seu
motorista, a 199 km/hora na A8 e que terá tido uma reacção «bastante mal-educada
com os agentes», segundo fonte policial."
A notícia foi largamente difundida e não passaria de uma quadrilhice se não se tratasse de um ex-presidente da república que se arvora em Senador da Nação. Eu nem queria acreditar que fosse verdade! Não fazia sentido. Não tinha lógica. Soares nunca diria uma coisa destas! Ou diria? Quem se lembra “daquela cena”? cito novamente, desta vez o nosso colega bloguista O Elucubrativo
“Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.”
Subscrevo e transcrevo porque não consigo dizer melhor.
Portanto… se calhar… se calhar Mário Soares até disse aquilo sobre a multa! Afinal de contas já não foi a primeira vez que tratou mal um militar da GNR em plenas funções profissionais. Se calhar Soares tem uma visão unilateral da democracia em que as regras do código da estrada são para “os outros”, essa espécie de ralé que só é precisa para produzir votos e, de preferência, votos naquilo em que Sua Excelência quer que a gente vote…
Portanto e afinal, acho que Soares teve mesmo aquela atitude! Tenho quase a certeza. Do que não estou certo é da reacção a esta história: Soares vai pedir desculpa ao país? Será que pagou mesmo a multa? Podemos ver o comprovativo do pagamento? O que vão dizer os comentadores e políticos e jornalistas e… Será esta mais uma história esquecida? E o que vai acontecer na próxima vez em que Soares seja apanhado em excesso de velocidade?
Tenha vergonha, Dr. Soares. Dê o exemplo que é para isso que lhe pagam. E lhe dão carro e motorista do estado.
23.3.12
GREVE (quase) GERAL
Ontem esteve convocada uma GREVE GERAL.
Eu ainda sou do tempo em que uma greve, em especial uma GREVE GERAL, ameaçava fazer cair governos e colocava os protestos na ordem do dia e na boca de todo o país.
Mas a banalização das formas de luta pode fazer um enorme estrago nos resultados esperados desta legítima forma de luta. Ontem, a greve foi quase geral, o protesto foi quase escutado, o país quase que ia paralizando e eu quase que fiquei chateado por pensar que tudo aquilo teria sido engendrado para fazer marketing ao Sr. Arménio Carlos. Fui tudo quase, quase, mas foi ao lado. O país não engoliu a retórica da CGTP. Foi mais ou menos como uma bola na trave: foi quase golo, mas não foi.
Sem a estatura dos seus antecessores do topo das centrais sindicais portuguesas, Arménio Carlos traz consigo o pecado mortal (ia dizer "capital" mas neste caso soaria a ofensa!) de acumular as suas funções de líder da CGTP com um assento no Comité Central do PCP. Basta ter visto como se fez a sucessão, com o ex-secretário-geral Carvalho da Silva a ser despachado friamente e por razões que a História apurará, para perceber que a central sindical caiu nas mãos gulosas do aparelho do partido.
Então, toca a fazer uma GREVE GERAL, que afinal não foi geral. Foi quase. É preciso promover o novo líder, portanto...
Não interessa a oportunidade, não interessam os maiores interesses do país, não interessa manter a paz social, não interessa aproveitar as energias e as capacidades criativas para descobrir a "luz ao fundo do túnel" em vez de barafustar...
E a tudo isto se juntam os desordeiros das "plataformas" (nem digo aqui os nomes para não lhes dar publicidade gratuita), os jornalistas não identificados devidamente que depois se queixam de levar umas pauladas da polícia de choque (2) e os piquetes de greve que, à boa maneira de 1974 e 1975 impedem de trabalhar quem livremente escolhe querer trabalhar (viram o António Carlos a dizer que não sabia que os piquetes de greve impedem trabalhadores de trabalhar?)...
Enfim, como dizia o Camões: "Eis aqui o Reino Lusitano, onde a terra se acaba e o Mar começa; Esta é a ditosa pátria minha amada..."
ALGUMAS NOTAS:
----------------------------
A primeira greve geral (em Portugal), que uniu as duas centrais sindicais (UGT e CGTP) foi em 28 de Março de 1988 durante o governo de Cavaco Silva.
A palavra origina-se do francês grève, com o mesmo sentido, proveniente da Place de Grève, em Paris, na margem do Sena, outrora lugar de embarque e desembarque de navios e depois, local das reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho. O termo grève significa, originalmente, "terreno plano composto de cascalho ou areia à margem do mar ou do rio", onde se acumulavam inúmeros gravetos. Daí o nome da praça e o surgimento etimológico do vocábulo, usado pela primeira vez no final do século XVIII. Originalmente, as greves não eram regulamentadas, eram resolvidas quando vencia a parte mais forte. O trabalho ficava paralisado até que ocorresse uma das seguintes situações: ou os operários retornavam ao trabalho nas mesmas ou em piores condições, por temor ao desemprego, ou o empresário atendia total ou parcialmente as reivindicações para que pudessem evitar maiores prejuízos devidos à ociosidade.
mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Greve
Eu ainda sou do tempo em que uma greve, em especial uma GREVE GERAL, ameaçava fazer cair governos e colocava os protestos na ordem do dia e na boca de todo o país.
Mas a banalização das formas de luta pode fazer um enorme estrago nos resultados esperados desta legítima forma de luta. Ontem, a greve foi quase geral, o protesto foi quase escutado, o país quase que ia paralizando e eu quase que fiquei chateado por pensar que tudo aquilo teria sido engendrado para fazer marketing ao Sr. Arménio Carlos. Fui tudo quase, quase, mas foi ao lado. O país não engoliu a retórica da CGTP. Foi mais ou menos como uma bola na trave: foi quase golo, mas não foi.
Sem a estatura dos seus antecessores do topo das centrais sindicais portuguesas, Arménio Carlos traz consigo o pecado mortal (ia dizer "capital" mas neste caso soaria a ofensa!) de acumular as suas funções de líder da CGTP com um assento no Comité Central do PCP. Basta ter visto como se fez a sucessão, com o ex-secretário-geral Carvalho da Silva a ser despachado friamente e por razões que a História apurará, para perceber que a central sindical caiu nas mãos gulosas do aparelho do partido.
Então, toca a fazer uma GREVE GERAL, que afinal não foi geral. Foi quase. É preciso promover o novo líder, portanto...
Não interessa a oportunidade, não interessam os maiores interesses do país, não interessa manter a paz social, não interessa aproveitar as energias e as capacidades criativas para descobrir a "luz ao fundo do túnel" em vez de barafustar...
E a tudo isto se juntam os desordeiros das "plataformas" (nem digo aqui os nomes para não lhes dar publicidade gratuita), os jornalistas não identificados devidamente que depois se queixam de levar umas pauladas da polícia de choque (2) e os piquetes de greve que, à boa maneira de 1974 e 1975 impedem de trabalhar quem livremente escolhe querer trabalhar (viram o António Carlos a dizer que não sabia que os piquetes de greve impedem trabalhadores de trabalhar?)...
Enfim, como dizia o Camões: "Eis aqui o Reino Lusitano, onde a terra se acaba e o Mar começa; Esta é a ditosa pátria minha amada..."
ALGUMAS NOTAS:
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A primeira greve geral (em Portugal), que uniu as duas centrais sindicais (UGT e CGTP) foi em 28 de Março de 1988 durante o governo de Cavaco Silva.
A palavra origina-se do francês grève, com o mesmo sentido, proveniente da Place de Grève, em Paris, na margem do Sena, outrora lugar de embarque e desembarque de navios e depois, local das reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho. O termo grève significa, originalmente, "terreno plano composto de cascalho ou areia à margem do mar ou do rio", onde se acumulavam inúmeros gravetos. Daí o nome da praça e o surgimento etimológico do vocábulo, usado pela primeira vez no final do século XVIII. Originalmente, as greves não eram regulamentadas, eram resolvidas quando vencia a parte mais forte. O trabalho ficava paralisado até que ocorresse uma das seguintes situações: ou os operários retornavam ao trabalho nas mesmas ou em piores condições, por temor ao desemprego, ou o empresário atendia total ou parcialmente as reivindicações para que pudessem evitar maiores prejuízos devidos à ociosidade.
mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Greve
18.3.12
Typical Melbourne

Melbourne a meados do mês de Março. Fim do verão, e a época do Cricket terminada… A nova época de Football só começa no próximo fim de semana…
A cor é o verde, a bebida é a cerveja (de preferencia Irlandesa). Sabado, 17 de Março. É Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, e com muitos "pubs" Irlandeses por cá, uma boa desculpa para uns festejos.
E amanhã? No worries…
Domingo, 18 de Março, culmina a semana do Grande Prémio da Austrália de Formula 1 (em Melbourne, claro!).
O cheiro de gasolina e o barulho dos motores já se cheiram e ouvem hoje durante os treinos, mesmo a quilómetros de distancia do circuito à volta do Albert Park Lake.
Eu por mim, vou-me manter afastado da zona do Grande Prémio. Movimento demais para o meu gosto...
Domingo deve estar um dia bom, com sol mas sem estar muito quente. Vou acordar cedo, agarrar nos tacos e ele ai vai passar umas horas no Golf Course... Da parte da tarde vou ver se consigo não fazer nada.
O cheiro de gasolina e o barulho dos motores já se cheiram e ouvem hoje durante os treinos, mesmo a quilómetros de distancia do circuito à volta do Albert Park Lake.
Eu por mim, vou-me manter afastado da zona do Grande Prémio. Movimento demais para o meu gosto...Domingo deve estar um dia bom, com sol mas sem estar muito quente. Vou acordar cedo, agarrar nos tacos e ele ai vai passar umas horas no Golf Course... Da parte da tarde vou ver se consigo não fazer nada.
Fim de Semana típico em Melbourne… Há sempre qualquer desculpa para se beber e deporto para levantar as emoções.
16.3.12
A Sombra do Vento
Um romance de Carlos Ruiz Zafón.
Às vezes as coisas organizam-se de modo a que nos caia no colo um livro destes. Memorável!
Carlos Ruiz Zafón é um romancista nascido em Barcelona e não é nenhum estreante. Autor de outros romances editados com largo sucesso e uma colecção de prémios que é uma boa legenda para o seu talento. Pelo que apurei, o seu seu último romance, "O Jogo do Anjo", já atingiu a espantosa marca de um milhão de exemplares vendidos em Espanha (aproximadamente 1 livro vendido por cada 40 espanhóis!).
Zafón vive actualmente em Los Angeles e trabalha como argumentista de cinema. Em "A Sombra do Vento" escreve sobre aquilo que melhor conhece: Barcelona e livros.
Uma história onde a imaginação se cruza com a erudição. Um exemplo de que, afinal, é ainda possível inventar um enredo inovador. E um exemplo de que se pode escrever uma "história de aventuras" com a carga cultural de um "guia turístico" que nos mostra Barcelona na primeira metade do século passado com os olhos de um apaixonado por livros. Uma trama onde não se sabe onde começa a realidade e termina a acção de um misterioso romance, esse mesmo também intitulado de "A Sombra do Vento".
Deixo-vos com algumas passagens...
(...)
"Porque eu não tenho pressa, sabe? Há por aí patêgos que acham que se puserem a mão no cu de uma mulher e ela não se queixar, já a têm no papo. Aprendizes. O coração da fêmea é um labirinto de subtilezas que desafia a mente grosseira do macho trapaceiro. Se quiser realmente possuir uma mulher, tem que pensar como ela, e a primeira coisa é conquistar-lhe a alma. O resto, o doce envoltório macio que nos faz perder o sentido e a virtude, vem por acréscimo.
Aplaudi o discurso com solenidade.
- O senhor está um verdadeiro poeta, Fermín.
- Não, eu estou com Ortega e sou um pragmático, porque a poesia mente, embora em bonito, e o que eu digo é mais verdade que o pão com tomate. Já lá dizia o mestre, mostre-me um dom-joão e eu mostro-lhe um mariconço disfarçado. Para mim é a permanência, o perene. Tomo-o a si como testemunha de que farei da Bernarda uma mulher, senão honrada, porque isso já ela é, pelo menos feliz."
(...)
"- O Julián vivia portas adentro, para os seus livros e dentro deles, como um prisioneiro de luxo.
- Diz isso como se o invejasse.
- Há prisões piores que as palavras, Daniel."
(...)
"Abateu-se a tarde quase à traição, com um hálito frio e um manto púrpura que resvalava entre os resquícios das ruas."
(...)
"Suspirei. Amparava-nos o anoitecer e aquele silêncio de abandono que une os estranhos, e senti-me com coragem para dizer não importava o quê, mesmo que fosse pela última vez."
(...)
"- E como me vês tu a mim?
- Como um mistério.
- Esse é o elogio mais estranho que alguma vez me fizeram.
- Não é um elogio, é uma ameaça.
- Porquê?
- Os mistérios é preciso resolvê-los, averiguar o que escondem.
- Se calhar decepcionas-te ao ver o que há lá dentro.
- Se calhar surpreendo-me. E tu também."
(...)
"- Olhe Daniel, na minha idade ou se começa a ver a joga com clareza ou está-se bem lixado. Esta vida vale a pena ser vivida por três ou quatro coisas e o resto é adubo para o campo. Eu já fiz muita tolice, e agora sei que a única coisa que quero é fazer a Bernarda feliz e morrer um dia nos braços dela. Quero voltar a ser um homem respeitável, sabe? Não por mim, que a mim o respeito deste orfeão de macacos a que chamamos humanidade deixa-me completamente murcho, mas por ela. Ela é assim e eu gosto dela como ela é, sem que me mudem nem um pêlo daqueles que lhe aparecem no queixo. E por isso quero ser alguém de quem ela possa estar orgulhosa. Quero que pense: o meu Fermín é um pedaço de homem, como o Cary Grant, o Hemingway ou o Manolete."
(...)
"- Mas o homem é o Daniel e é a si que lhe cabe tomar a iniciativa.
Aquilo começava a adquirir um cariz funesto.
- A iniciativa? Eu?
- Que quer? Algum preço tinha de ter o poder mijar de pé."
(...)
"- Olhe Daniel. As mulheres, com notáveis excepções, como a sua vizinha Merceditas, são mais inteligentes do que nós, ou no mínimo mais sinceras consigo próprias sobre o que querem ou não. Outra coisa é que o digam a uma pessoa ou ao mundo. O Daniel está confrontado com o enigma da natureza. A fêmea, babel e labirinto. Se a deixa pensar, está perdido. Não se esqueça: coração quente, mente fria. O código do sedutor."
(...)
"Tomaz e eu ficámos sozinhos rodeados de um silêncio que prometia mais solidez que o franco suíço."
(...)
"- Diz-me cá, rapaz, já entraste alguma vez num Mercedes Benz? Pois já não é sem tempo. É como subir ao céu, mas não é preciso morrer."
(...)
"- Olhe, Daniel. O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse um gatuno, uma rameira ou um vendedor de lotaria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas ao domicílio. É preciso ir atrás dele."
(...)
Ainda há livros assim.
Leiam. Vale a pena.
Às vezes as coisas organizam-se de modo a que nos caia no colo um livro destes. Memorável!
Carlos Ruiz Zafón é um romancista nascido em Barcelona e não é nenhum estreante. Autor de outros romances editados com largo sucesso e uma colecção de prémios que é uma boa legenda para o seu talento. Pelo que apurei, o seu seu último romance, "O Jogo do Anjo", já atingiu a espantosa marca de um milhão de exemplares vendidos em Espanha (aproximadamente 1 livro vendido por cada 40 espanhóis!).Zafón vive actualmente em Los Angeles e trabalha como argumentista de cinema. Em "A Sombra do Vento" escreve sobre aquilo que melhor conhece: Barcelona e livros.
Uma história onde a imaginação se cruza com a erudição. Um exemplo de que, afinal, é ainda possível inventar um enredo inovador. E um exemplo de que se pode escrever uma "história de aventuras" com a carga cultural de um "guia turístico" que nos mostra Barcelona na primeira metade do século passado com os olhos de um apaixonado por livros. Uma trama onde não se sabe onde começa a realidade e termina a acção de um misterioso romance, esse mesmo também intitulado de "A Sombra do Vento".
Deixo-vos com algumas passagens...
(...)
"Porque eu não tenho pressa, sabe? Há por aí patêgos que acham que se puserem a mão no cu de uma mulher e ela não se queixar, já a têm no papo. Aprendizes. O coração da fêmea é um labirinto de subtilezas que desafia a mente grosseira do macho trapaceiro. Se quiser realmente possuir uma mulher, tem que pensar como ela, e a primeira coisa é conquistar-lhe a alma. O resto, o doce envoltório macio que nos faz perder o sentido e a virtude, vem por acréscimo.
Aplaudi o discurso com solenidade.
- O senhor está um verdadeiro poeta, Fermín.
- Não, eu estou com Ortega e sou um pragmático, porque a poesia mente, embora em bonito, e o que eu digo é mais verdade que o pão com tomate. Já lá dizia o mestre, mostre-me um dom-joão e eu mostro-lhe um mariconço disfarçado. Para mim é a permanência, o perene. Tomo-o a si como testemunha de que farei da Bernarda uma mulher, senão honrada, porque isso já ela é, pelo menos feliz."(...)
"- O Julián vivia portas adentro, para os seus livros e dentro deles, como um prisioneiro de luxo.
- Diz isso como se o invejasse.
- Há prisões piores que as palavras, Daniel."
(...)
"Abateu-se a tarde quase à traição, com um hálito frio e um manto púrpura que resvalava entre os resquícios das ruas."
(...)
"Suspirei. Amparava-nos o anoitecer e aquele silêncio de abandono que une os estranhos, e senti-me com coragem para dizer não importava o quê, mesmo que fosse pela última vez."
(...)
"- E como me vês tu a mim?
- Como um mistério.
- Esse é o elogio mais estranho que alguma vez me fizeram.
- Não é um elogio, é uma ameaça.
- Porquê?
- Os mistérios é preciso resolvê-los, averiguar o que escondem.
- Se calhar decepcionas-te ao ver o que há lá dentro.
- Se calhar surpreendo-me. E tu também."
(...)
"- Olhe Daniel, na minha idade ou se começa a ver a joga com clareza ou está-se bem lixado. Esta vida vale a pena ser vivida por três ou quatro coisas e o resto é adubo para o campo. Eu já fiz muita tolice, e agora sei que a única coisa que quero é fazer a Bernarda feliz e morrer um dia nos braços dela. Quero voltar a ser um homem respeitável, sabe? Não por mim, que a mim o respeito deste orfeão de macacos a que chamamos humanidade deixa-me completamente murcho, mas por ela. Ela é assim e eu gosto dela como ela é, sem que me mudem nem um pêlo daqueles que lhe aparecem no queixo. E por isso quero ser alguém de quem ela possa estar orgulhosa. Quero que pense: o meu Fermín é um pedaço de homem, como o Cary Grant, o Hemingway ou o Manolete."
(...)
"- Mas o homem é o Daniel e é a si que lhe cabe tomar a iniciativa.
Aquilo começava a adquirir um cariz funesto.
- A iniciativa? Eu?
- Que quer? Algum preço tinha de ter o poder mijar de pé."
(...)
"- Olhe Daniel. As mulheres, com notáveis excepções, como a sua vizinha Merceditas, são mais inteligentes do que nós, ou no mínimo mais sinceras consigo próprias sobre o que querem ou não. Outra coisa é que o digam a uma pessoa ou ao mundo. O Daniel está confrontado com o enigma da natureza. A fêmea, babel e labirinto. Se a deixa pensar, está perdido. Não se esqueça: coração quente, mente fria. O código do sedutor."
(...)
"Tomaz e eu ficámos sozinhos rodeados de um silêncio que prometia mais solidez que o franco suíço."
(...)
"- Diz-me cá, rapaz, já entraste alguma vez num Mercedes Benz? Pois já não é sem tempo. É como subir ao céu, mas não é preciso morrer."
(...)
"- Olhe, Daniel. O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse um gatuno, uma rameira ou um vendedor de lotaria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas ao domicílio. É preciso ir atrás dele."
(...)
Ainda há livros assim.
Leiam. Vale a pena.
15.3.12
Quinta dos Sonhos...
Visita à Quinta da Regaleira, em Sintra.
clique aqui para aceder à foto-reportagem
No passado fim-de-semana visitei pela terceira vez a Quinta da Regaleira, em Sintra. Não vou arriscar uma descrição porque podem tê-la (e muito bem feita) em www.regaleira.pt. Queria apenas dizer-vos que, se acaso duvidam de que existem sítios mágicos, daqueles que nos contam histórias sem palavras, que nos enchem com as suas luzes e as suas sombras, então vão lá espreitar.
Numa tarde de um dia ameno (desaconselhável em Agosto e com muito frio ou chuva), leve as crianças e prepare-se para 3 horas de visita a um universo paralelo, mandado construir no início do séc. XX pelo enigmático Monteiro dos Milhões, idealizado pelo genial Manini (também foi o autor do Hotel do Buçaco, que também recomendo e do qual também tenho uma fantástica foto reportatgem que talvez publique aqui!). Um universo cheio de segundos sentidos, de mistérios, de sussurros... coisas inexplicáveis ou levemente compreensíveis (como o Poço Iniciático para onde descem 27 metros de uma escadaria circular e assim se atinge o escuro da morte simbólica e depois se caminha em direcção ao renascimento que nos faz passar um fantástico lago com um misterioso caminho das pedras que só é possível percorrer se o caminho for iniciado com o pé direito...
Aconselho a que, na primeira vez, faça a visita guiada. Os detalhes que os guias dão de todo o complexo ajudá-los-á a usufrir da Quinta da Regaleira nas visitas seguintes. Localização, preços, contactos e uma competente apresentação no site www.regaleira.pt.
Conselhos: roupa e calçado confortáveis, água, (não são permitidas merendas mas há por lá um simpático café!), 3 horas de percurso e pilhas novas na máquina fotográfica. Desta vez tirei 830 fotografias...
clique aqui para aceder à foto-reportagem
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No passado fim-de-semana visitei pela terceira vez a Quinta da Regaleira, em Sintra. Não vou arriscar uma descrição porque podem tê-la (e muito bem feita) em www.regaleira.pt. Queria apenas dizer-vos que, se acaso duvidam de que existem sítios mágicos, daqueles que nos contam histórias sem palavras, que nos enchem com as suas luzes e as suas sombras, então vão lá espreitar.
Numa tarde de um dia ameno (desaconselhável em Agosto e com muito frio ou chuva), leve as crianças e prepare-se para 3 horas de visita a um universo paralelo, mandado construir no início do séc. XX pelo enigmático Monteiro dos Milhões, idealizado pelo genial Manini (também foi o autor do Hotel do Buçaco, que também recomendo e do qual também tenho uma fantástica foto reportatgem que talvez publique aqui!). Um universo cheio de segundos sentidos, de mistérios, de sussurros... coisas inexplicáveis ou levemente compreensíveis (como o Poço Iniciático para onde descem 27 metros de uma escadaria circular e assim se atinge o escuro da morte simbólica e depois se caminha em direcção ao renascimento que nos faz passar um fantástico lago com um misterioso caminho das pedras que só é possível percorrer se o caminho for iniciado com o pé direito...
Conselhos: roupa e calçado confortáveis, água, (não são permitidas merendas mas há por lá um simpático café!), 3 horas de percurso e pilhas novas na máquina fotográfica. Desta vez tirei 830 fotografias...
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Portugal v Australia

Antipodean Differences
Portugueses e Australianos. Duas nações que, por muitas razões diversas, desenvolveram aspectos culturais e sociais com características diferentes. Não é de espantar, considerando os factores diferentes que influenciaram o desenvolvimento das suas sociedades. Como cidadão dos dois países, muitas vezes tenho pensado como justifico as minhas preferências.
Embora tenha vivido os últimos 27 anos da minha vida na Austrália, tendo portanto absorvido de uma maneira geral o espirito australiano, também me lembro bem da sociedade portuguesa até meados da década de 80 (claro que vai estar tudo muito diferente, passados 27 anos. "Quanto diferente" vou achá-la? É o que eu vou descobrir já neste verão).
Mas acho que este pequeno perfil das duas sociedades que eu descobri outro dia é bastante interessante.. [as minhas desculpas, mas não estou com paciência para fazer a tradução :-( ]
O que acham? Concordam com o que é dito acerca dos portugueses?
Perfil de Portugal
The Essentials (10 Key Tips)
- Being able to establish strong personal and business relationships is critical to the success of your business endeavour.
- Contracts may change even after signing. Verbal promises may be vague and may not be kept.
- Meetings are conducted at a casual, unhurried pace. Don't get right down to business. Engage in conversation first. Agendas are often ignored.
- Portugal is a multicultural society and by nature, the people are tolerant and hard to offend. They may, however, appear politically incorrect at times.
- Flexibility is required for deadlines, expectations and the following or breaking of rules.
- The Portuguese are indirect communicators and it is important to learn to read 'between the lines'.
- The Portuguese enjoy flowery language and eloquence in speech. A good storyteller is respected.
- Status is often more important than salary. Academic titles are frequently used.
- Status should not, however, be discussed and nor should somebody's salary, a strictly taboo subject.
- Despite their mild-mannered appearance, the Portuguese are tough and cunning negotiators.
Portuguese Mindset
- Reserved, family-orientated, hospitable, conservative and traditional
- In society, there is a strong emphasis on politeness and good manners
- Famously proud of their great sea-faring history.
- Formal in business
- Managers can be autocratic
- Seek a win-win outcome in negotiations
- Strongly hierarchical
Life Style Aspirations
- Lively and vibrant culture expressed through religious festivals, dances, music, cuisine, and pilgrimages
- Many celebrations throughout the year, usually linked to the calendar of the Catholic church
- Family life central to society
- People dine out in large groups
- Fado scene in Lisbon
- Bullfighting considered art, not sport
- Outdoor pursuits: hiking, surfing, windsurfing, fishing, cycling and mountain climbing
- Football popular all over the country
- Portugal is particularly famous for its golf courses
Characteristics of Society
- Descended from explorers, sailors, fishermen and farmers
- Modern society revolves around the family unit and in many cases, this unit overlaps into business
- Businesses, like family units, have strong vertical hierarchies, with one dominant figure at the top
- Some 57% of Portuguese live in big cities
- Portuguese from the north are generally regarded as more formal and conservative than those from the south
Perfil da Austrália
The Essentials (10 Key Tips)
- Australia is a diverse, multicultural society and many policies about immigation have been liberalised in recent times.
- Most Australians are not very formal and prefer to take a casual approach to most things.
- Australians value authenticity, sincerity and dislike pretentiousness.
- In presentations, humour is often used to break the ice and create a relaxed atmosphere.
- Australians are very down-to-earth and prefer pragmatism over theories and conceptual thinking.
- Though usually open and approachable in their manner, many Australians are explicit in their communication style. This bluntness is not meant as aggression.
- Promptness, attention to detail and a direct approach are admired.
- In disagreements or conflict, the Australians have a keen sense of fair play. Try to show you have a well-reasoned argument before making any judgements.
- If looking for common ground for conversation, sport is usually the answer, especially cricket and football.
- Australia lies at the far reaches of the world and is a vast country. Do not underestimate the effects of jet lag or the distances involved in getting around.
Australian Mindset
- Strong national identity
- Capitalist, materialistic culture
- Strong community spirit outside the big cities
- Directness of manner
- Outgoing nature
- Pragmatic attitudes
- Egalitarian with support for the underdog
- Stereotypes include Crocodile Dundee, Dame Edna Everage
Life Style Aspirations
- Strong feelings of patriotism
- Loyalty to family and friends
- Egalitarian ethos
- Obsession with sport - desire to prove oneself
- Belief in hard work
- Loose class system based on wealth and material achievement
- Beach life, sport and socialising important
Characteristics of Society
- Informal and outgoing
- Strong pride in being Australian
- Largely Caucasian with growing ethnic groups particularly from Asia
- Culturally and linguistically diverse
- Economically prosperous
- Strong ties with family and friends
- Ageing society with smaller family sizes
- Controlled immigration with large numbers from Asia
- Many Australians live abroad, in the US, UK and Asia
12.3.12
SÃO LOURENÇO




Lourenço de Huesca ou São Lourenço (Huesca ou Valência, Espanha, 225? — Roma, 10 de Agosto de 258) foi um mártir católico e um dos sete primeiros diáconos (guardiões do tesouro da Igreja) da Igreja Cristã, sediada em Roma. Por razões que me são completamente desconhecidas puseram o seu nome a uma das praias mais bonitas de Portugal.
A poucos quilómetros a norte da Ericeira, a meia hora de Lisboa (pelas A8 e A21), a praia de S. Lourenço fica colada a Ribamar (célebre pelos seus restaurantes de peixe fresco e marisco) e é daqueles sítios que surpreende o visitante pela positiva. Com excelentes acessos, tem um parque de estacionamento que raramente enche (excepções são os domingos de Agosto, claro!) no seu acesso sul e um outro que fica situado ao acesso norte (este menos aconselhável aos preguiçosos pela sua longa escadaria de acesso à praia).
A praia de S. Lourenço, para além da sua beleza natural, com especial relevo para o rio adjacente, tem outras razões que fazem valer a pena uma visita: bandeira azul, apoios de praia irrepreensíveis, campos de jogos na praia (futebol de praia, volei de praia), um excelente café/snack que serve uma excelente imperial e umas sanduiches de antologia (as saladas também são óptimas!) e um pôr do sol inesquecível.Fora da época balnear, o café com a sua confortável explanada coberta, de onde se pode disfrutar de uma vista magnífica sobre um extenso areal onde se podem soltar as crianças, abre aos sábados e domingos. É obrigatório: leve um livro, vá com tempo, sente-se e espere pelo pôr-do-sol. E pergunte pelo Carlos,o gerente, e diga-lhe que lhe mando um abraço...
Bandeira azul, praia vigiada na época balnear, sanitários irrepreensíveis, campos de jogos, café, snack, posto de primeiros socorros. Pode levar o seu portátil. Há internet à borla!

9.3.12
COMO SE LEVANTA UM ESTADO...
Proponho um pequeno exercício: sentamo-nos, colocamos de parte todos os preconceitos e medos. Lemos o texto que se segue e... já conversamos:
"Um decreto a reconhecer a cidadania faz-se em minutos e pode fazer-se já; um cidadão, isto é, o homem pleno e conscientemente integrado numa sociedade política civilizada leva séculos a fazer. O homem que tem presunção e brio de si próprio só sente verdadeira alegria ao vencer as grandes dificuldades. As pequenas dificuldades não pesam na vida dos homens e não podem dar-lhes a consciência, a alegria plena do cumprimento do dever.A indiferença a propósito de um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais que o erro. Confunde-se em Portugal tantas vezes a justiça com a violência que é vulgar não haver reacções contra o crime e haver reacções contra a pena. Por definição só fica feito o que perdura.
Pode-se fazer política com o coração, mas só se pode governar com a cabeça. Continuo a declarar que não se pode simultaneamente lisonjear a multidão e governá-la. Em política acontece que as mesmas palavras traduzam realidades diferentes e que coisas semelhantes possuam nomes contrários. Politicamente só existe o que se sabe que existe, politicamente o que parece é.
É necessária a política no governo das nações mas fazer política não é governar.
A ordem não é produto espontâneo das sociedades mas filha da inteligência e da autoridade. A excepção conduz à anarquia.
Civilização é a sequência de séculos de disciplina. Autoridade absoluta pode existir, liberdade absoluta não existe nunca. E como é da essência mesma do poder procurar manter-se, haverá sempre um número mais ou menos grande de princípios que o poder não deixará discutir, isto é, a propósito dos quais a liberdade não existe.
Quem se coloca no terreno nacional não tem partidos, nem grupos, nem escolas...
O homem do Estado jamais encontrará alguma coisa útil ou eficaz nos trocadilhos de palavra, nas acrobacias da inteligência ou no desvairo das imaginações exaltadas. Os povos antigos ou são tristes, ou são cínicos. A nós, portugueses, coube ser tristes.
Falta de perseverança - defeito capital da nossa raça... Para expor o mínimo projecto os portugueses têm o hábito de se perderem em considerações inúteis. Nós somos um povo de conversadores... inúteis, sobretudo quando não somos espirituosos. Infeliz povo se, confundindo promessas vãs com realidades, vier a convencer-se um dia de que o trabalho é sinal de servidão e a desordem atmosfera saudável de vida. Os homens mudam pouco e então os portugueses quase nada.
Pesa-nos a autoridade, atrofia-nos a disciplina, seduz-nos o hiper-criticismo por motivos fúteis, parece-nos salutar entretenimento descartar homens e destruir governos. Somos um país pequeno, com problemas sérios, e não podemos aderir a frentes débeis, só com o fim de proclamar que - brincamos às democracias.
A gratidão pertence à História, não à política."
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A Gerência lamenta ter que informar que todas as frases acima reproduzidas são da autoria do célebre defunto António de Oliveira Salazar e foram proferidas entre a década de 30 e a década de 60 do século passado. A colagem é da nossa autoria e não pretende desvirtuar o seu significado...
O Mundo está às avessas ou está demasiadamente bem organizado? Tudo isto não poderia ser escrito hoje?
7.3.12
Kangaroo, Yucatan e Nome

Exploradores Ingénuos
Quando James Cook, nessa altura Tenente da Marinha Real Britânica e comandante do HMS Endeavour, visitou pela primeira vez a costa oriental da Australia em 1770, os exploradores, que incluíam os naturalistas e botânicos Joseph Banks e Daniel Solander, tiveram o primeiro contacto com um animal até então desconhecido.
Conta-se que, quando Cook e Banks perguntaram aos habitantes locais (Aborígines australianos) o que era aquele animal tão estranho, estes lhes responderam "kangaroo". Sem que os exploradores tivessem conhecimento do facto que a resposta significava "não entendo" na língua nativa, o exótico animal ficou desde então chamado kangaroo.
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| Uma fêmea Grey Kangaroo com um filhote (joey) |
Dois séculos antes, em 1517, os conquistadores espanhóis chegaram a península do Iucatão (Yucatan em inglês), então ocupada pelos povos Maias. Conta-se também que, quando o explorador Francisco Hernandez de Cordova, perguntou aos habitantes locais o nome da cidade mais próxima, eles responderam "tectetán", significando "não entendo".
Noutra versão (e neste caso há umas quatro ou cinco variantes), a resposta teria sido "uh yu ka t'ann", que na linguagem Maia significava "ouve como eles falam". Em ambas as versões, os conquistadores espanhóis teriam simplificado para "Iucatã" (espanhol para Iucatão).
Noutra versão (e neste caso há umas quatro ou cinco variantes), a resposta teria sido "uh yu ka t'ann", que na linguagem Maia significava "ouve como eles falam". Em ambas as versões, os conquistadores espanhóis teriam simplificado para "Iucatã" (espanhol para Iucatão).
Noutra ocorrência de erro semelhante, e o caso da cidade Nome no Alasca. Neste caso, o nome "Nome" teria originado da resposta "Ka-no-me", significando "não sei".
Três zonas e épocas diferentes, com o mesmo tema… Casos de exploradores ingénuos? Ou será que estas historias são mais lendas do que outra coisa? Há indicações que a explicação é mais simples, embora menos interessante...
Imaginação fertil
A origem do nome da cidade Nome no Alaska, parece ter sido um caso de erro de transcrição, causado por um nome escrito à mão e com uma caligrafia dúbia num mapa por um oficial naval. Ele escreveu "? name" junto do cabo situado perto da cidade. Quando o mapa foi copiado, o cartógrafo interpretou o texto como "c nome", "Cabo Nome".
Quanto ao Iucatão: O povo Maia chamava à região "Yucalpeten". Mas sendo difícil de pronunciar em espanhol, o nome "Iucatã" foi adoptado. As diversas versões baseadas em erros de interpretação parecem ter aparecido mais tarde, devido a imaginação fertil de tradutores e escritas.
E o kangaroo? A palavra kangaroo deriva de "gangurru" que é o nome dado pelo povo aborigene da tribo Guguyimidjir à espécie Macropus giganteus (Grey Kangaroo, canguru cinzento), uma das muitas espécies da família Macropodidae.
E qual será a origem da lenda que a palavra "kangaroo" significa "não entendo"? Simples. A língua Guguyimidjir é falada apenas por algumas tribos nativas. Quando os ingleses voltaram a visitar a Austrália anos mais tarde, e se referiram aos marsupiais engraçados com a palavra que Cook e Banks tinham documentado, os nativos, sendo de outras tribos que falavam outras línguas, responderam que não sabiam a palavra "kangaroo".
Há muito mais para dizer acerca de Kangaroos, mas vamos deixar para outra altura...
6.3.12
I am too good to be true!
Desculpem lá mas não resisto à falta de modéstia. Eis algumas imagens dos últimos trabalhos que fiz em antevisão 3D e que eu acho que ficaram óptimas!!! As imagens foram escolhidas quase ao acaso, tentando ilustrar vários tipos de trabalho, desde o estudo do mobiliário para instalações sanitárias, passando por decoração de interiores e projectos de recuperação de imóveis.
Para orçamentos deste tipo de trabalho email: gouveia.carlos@mail.com.
Um pouco de vaidade não fica muito mal, pois não?
Clicar nas imagens para ampliar.
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Remodelação e decoração de apartamento T3.
As antevisões 3D foram usadas para a escolha de materiais,
pintura e iluminação. (1/3)
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Remodelação e decoração de apartamento T3.
As antevisões 3D foram usadas para a escolha de materiais,
pintura e iluminação. (2/3)
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Remodelação e decoração de apartamento T3.
As antevisões 3D foram usadas para a escolha de materiais,
pintura e iluminação. (3/3)
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Remodelação e decoração de apartamento T3. Instalações
sanitárias. As antevisões 3D foram usadas para a escolha de
materiais, pintura e iluminação. (1/3)
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Recuperação de apartamento. Esta imagem foi usada para o
estudo dos materiais (pavimento) e da iluminação indirecta.
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Projecto de arquitectura. Moradia unifamiliar. Nesta fase
da antevisão 3D estudava-se os volumes da construção.
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Projecto de arquitectura. Moradia unifamiliar.
Estudo de materiais
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| Mobiliário para instalações sanitárias. (1/3) |
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| Mobiliário para instalações sanitárias. (2/3) |
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| Mobiliário para instalações sanitárias. (3/3) |
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| Projecto de arquitectura. Selecção de materiais |
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| Decoração. |
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| Projecto de arquitectura. Cabanas em madeira. |
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| Projecto de arquitectura. Moradia unifamiliar. |
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| Projecto de arquitectura. Edifício de apartamentos. |
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| Projecto de arquitectura. Moradia unifamiliar. |
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| Remodelação. Selecção de materiais e iluminação.
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www.projecto3d.blogspot.com .
2.3.12
Do Portugal Profundo!
Uma rápida sugestão: para que não caia no esquecimento o "tal" assunto da licenciatura do "Engenheiro" Sócrates, leiam http://doportugalprofundo.blogspot.com/2012/02/chama-o-antonio.html
Sem mais comentários!
Sem mais comentários!
1.3.12
Sports Crazy

A Austrália é um país louco por desporto. Os Jogos Olímpicos já passaram por cá duas vezes: Melbourne 1956 e Sydney 2000. Desde as pequenas localidades do interior até as cidades principais, culminando em Melbourne, a Capital Desportiva da Austrália, o desporto é parte da vida diária dos "Aussies" (como os Australianos gostam de ser chamados).
Visite um "pub" (bar), e a maioria das conversas são acerca de desporto. Um "pub" não é um "pub" se não tiver pelo menos um écran gigante de televisão transmitindo desporto, qualquer que seja a hora. Da mesma maneira que os ingleses falam acerca do tempo, os aussies falam acerca de desporto.
Durante o verão, a modalidade mais popular em toda a Australia é sem duvida o Cricket (haverá algum outro desporto em que um match pode durar cinco dias e acabar empatado?). Há duas versões: "Test" Cricket, em que um jogo dura até 5 dias, e o "Limited Overs" ou "One Day" Cricket, que como o nome indica dura 1 dia só. Jogo tradicional em Melbourne é o "Boxing Day Test Match" no Melbourne Cricket Ground que começa no dia 26 de Dezembro (Boxing Day) e acaba no dia 31 de Dezembro.
Durante o resto do ano, o desporto favorito varia de estado para estado para estado: em Sydney e Brisbane o Rugby League (uma variação do Rugby Union jogado em Portugal) é favorito, em Melbourne, o "Footy" é rei.
"Footy" ou "Aussie Rules", como o Australian Rules of Football é conhecido, é completamente diferente do nosso Futebol jogado em Portugal. E era muito mais apropriado ser Australian No-rules of Football.
Aliás, na realidade, Football (ou Futebol em português) não é uma modalidade desportiva, mas um grupo genérico de modalidades (códigos) que o único factor comum é que, de uma maneira geral, dão pontapés numa bola (nem todas redondas) para marcar "golos".Os códigos de Football mais comuns incluem: Association Football ou "Soccer" (como o mais praticado em Portugal e geralmente no mundo é conhecido), American Football, Canadian Football, Rugby League, Rugby Union, Gaelic Football and Australian Rules Football. As razões porque o Soccer ainda não chegou ao nivel de popularidade de um "Footy" ou um Rugby (League ou Union) são várias, e como um paradoxo, a diversidade da imigração tem contribuido para isso. Um destes dias voltaremos a falar do Soccer, que é provavelmente o desporto que está a crescer mais nos últimos anos.
Mas desporto, na Australia, não é só Footy, Rugby League e Cricket. As 25 modalidades mais populares são: Basquetbol, Ciclismo, Natação, Polo Aquático, Soccer (FA Football), Hóquei em Campo, Rugby Union, Atletismo, Horse Racing, Ski, Surfing, Tenis, Automobilismo, Motociclismo, Golf, Vela, Badminton, Netball, Softball, Baseball, Ginástica e Squash. E muitas mais...
Será que haverá alguma outra cidade no mundo, para além de Melbourne, que use uma corrida de cavalos (ou outra ocasião desportiva) como a razão para o seu feriado oficial?
Mas a Melbourne Cup, "The Race that stops a Nation", é assunto para outra altura…
25.2.12
Lisboa versus Melbourne
Onde o autor que está do lado de cá tenta criar água na boca ao autor que está nos antipodas. Por uma boa causa. E por uma boa mesa...
Caro Hélder,
Escrevo-te deste lado do mundo com uma grande preocupação. Na tua última CRÓNICA DO OUTRO LADO DO MUNDO dizias que vives na “melhor cidade para viver em todo o planeta” e que nessa cidade extraordinária não há um restaurante português. Bem, ou uma coisa ou outra! Como pode uma cidade ser extraordinária sem a bênção de um restaurante português? O que é que há de interessante nessa cidade? E essa é a minha preocupação...
Como estás aí há tantos anos, provavelmente não te lembras bem do que andas a perder e o Departamento de Problemas Urgentes e Inadiáveis do ARTE CERTA decidiu mandar-te a lista das razões para fazer de Lisboa a melhor cidade do mundo.
(estou com uma enorme curiosidade em saber como é que vais traduzir este post para o explicares à tua mulher…)
Razões logo à entrada: Salada de Polvo e Salada de Ovas, Alheira de Mirandela, Pataniscas de Bacalhau, Farinheira com ovos, Omoleta de espargos verdes, Pastéis de Bacalhau e Queijo da Serra da Estrela. Azeitonas de Elvas. Caracóis. Moscatel de Setúbal ou um Espumante da Bairrada.
(a partir daqui às razões indicadas acrescessem vinho branco ou tinto, ou rosé ou o que te apetecer)
Razões meio-líquidas: Creme de Camarão, Gaspacho, Sopa de Espargos Bravos, Açorda à Alentejana, Sopa de Peixe, Caldo Verde e Sopa da Pedra.
Razões com mais ou menos escamas: Bacalhau à Brás, Bacalhau à Gomes de Sá e Bacalhau à Lagareiro, Polvo Assado, Cavala Escalada na grelha, Filetes de Peixe Espada Preto com Milho Frito, Caldeirada à Sesimbrense, Bife de Atum e Sardinhas Assadas com salada de pimentos.
Outras razões vindas do mar: Amêijoas à Bulhão Pato, Arroz de Marisco, Mexilhões, Conquilhas, Percebes.
Razões da terra: Empadas de Galinha, Ensopado de Borrego, Favas Guisadas com Entrecosto, Ervilhas com Ovos Escalfados, Migas à Alentejana, Cozido à Portuguesa, Feijoada à Transmontana, Rancho à Moda de Viseu, Chanfana, Maranhos com Arroz deCarqueja, Leitão da Bairrada, Tripas à Moda do Porto, Coelho à Caçadora, Perdiz de Escabeche e Arroz de Lebre.
Últimas razões: Pastéis de Tentúgal, Pastéis de Belém e Pudim Abade Priscos. Mousse de Chocolate, Bolo de Mel da Madeira e Pastéis de Nata, Arroz Doce, Leite Creme.
Razões para quem ainda resiste: O resto do vinho tinto com queijo de Serpa, ou de Azeitão ou da Ilha. Uma bica com a chávena escaldada e uma aguardente de medronho ou um vinho da Madeira.
E então? Melbourne tem o quê? Uma enorme rede de eléctricos? E então? Com franqueza…
Uma abraço deste teu amigo,
Carlos
24.2.12
A ver passar os cangurus

E há esses que ainda têm dúvidas se nós, os Australianos, passamos o tempo a ver passar os kangaroos (ou cangurus em Português se preferirem). Deixem lá então esclarecer algumas coisas acerca de Melbourne, da Australia e dos seu habitantes...
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| Passagem do Ano Chinês em Melbourne |
Não é então de espantar que Melbourne tenha uma diversidade enorme em todos os aspectos culturais. Por exemplo, a variedade cultural existente em Melbourne (como no resto da Australia) é incrível. Festivais, capital cultural e desportiva da Austrália, bares, musica, restaurantes, nem se fala. Comida típica de todo o mundo. Por alguma razão é considerada "world's most liveable city".
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| Melbourne - Carros Eléctricos |
Bem, quase tudo. Só queria que algum dos cerca de 2,000 portugueses que vivem aqui abrisse um restaurante servindo comida típica portuguesa. Há uma Associação Portuguesa que serve jantares, um dia por semana (prato do dia e pouca variedade), mas não é o mesmo. Posso comer qualquer prato de todos os cantos do mundo, mas se me apetecer um petisco Português não dá. Os portugueses não têm dedo para o negócio… Esse é um dos motivos porque estou tão entusiasmado com a minha visita a Portugal este ano. É melhor começar já a fazer dieta, senão vai ser um problema.
Quanto a cangurus… falaremos noutra ocasião.
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